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Desporto Mitos e Arquétipos

Da idade das trevas à modernidade
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Descrição

[…] Mas folheemos o livro em análise, no capítulo onde o autor contempla o Desporto, à luz da fenomenologia, designadamente de Max Scheler: “Allen Gutman, um conhecido professor norte-americano de história do desporto, no prefácio do seu livro From ritual to record: The nature of modern sports, cita Max Scheler, eminente filósofo alemão, nos domínios da ética e da fenomenologia, que em 1927, escreveu: “Raramente, um fenómeno internacional contemporâneo se revelou um objeto tão digno de estudos sociais e psicológicos quanto o desporto.

O desporto desenvolveu-se consideravelmente, tanto em volume como em reconhecimento social, mas a sua significação ainda não foi verdadeiramente considerada”. Ainda hoje, volvido quase um século, o comentário de Max Scheler mantém-se atual, para ser tomado na íntegra pois, se muito conhecimento foi adquirido nos vários ramos da ciência do desporto, é no plano da experiência subjetiva dos seus praticantes, dos critérios e dos sentidos em que a valorizam, que a nossa informação é mais insatisfatória”.

Não cabe, na moldura discursiva deste meu circunstancial contributo reflexivo, senão uma breve (brevíssima) referência rememorante de cariz histórico-filosófico à Filosofia dos Valores, onde Max Scheler, aqui e além, poderá também filiar-se, numa aceção geral mais ampla, ao lado de um Windelband, de um Lotze, de um Rickert, de um Alexius von Meinong, de um Christian von Ehrenfels, de um Nicolai Hartmann, de um Fritz-Joachim von Rintelen, entre outros germânicos, e fora da Alemanha um ou outro escrito de Ortega y Gasset, Ralph Barton Perry, Louis Lavelle, René Le Senne, Raymond Polin e Raymond Ruyer.

No seu L,air et les songes, Bachelard escreve que “o ser humano é mais produto do desejo do que da necessidade”. Sou em crer que, “no plano da experiência subjetiva” dos agentes do desporto e dos que o estudam, também há mais desejo do que necessidade. Mas eu não confundo Filosofia e Axiologia. De facto, para mim (e para o Francisco Sobral também) a Filosofia é bem mais do que Axiologia. Daí a indiscutível importância deste livro de Francisco Sobral, na biblioteca de um universitário, ou de um estudioso, de qualquer ramo do saber. Lembram-se do livro de Edmund Husserl, A Filosofia como ciência rigorosa? Também há rigor, no âmbito vasto da motricidade humana. E o Francisco Sobral é um dos mestres capazes de o provar. Sem esquecer que o “corte epistemológico” também é de natureza etimológico-lexical e semântica. Um abraço fraterno ao autor e ao editor deste livro. Neste livro, foram eles os Mestres e eu o discípulo… (excerto do prefácio de Manuel Sérgio)

 

ÍNDICE
I – Introdução
II – O apelo irresistÍvel da Hélade
III – A queda dos jogos e dos impérios antigos.
IV – Heróis de gesta e galanteio.
V – O desporto a caminho do século XX.
VI – O desporto como experiência e significação.
VII – Desporto: arquétipos, mitos e metáforas.

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O desporto entre crise e nostalgia.

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